sexta-feira, 9 de abril de 2010

(already) missing it, like hell

O futuro chegou mais rápido do que eu esperava, o que eu temia acontecer daqui a um tempo já está se mostrando realidade, é cedo, precipitado e inesperado, mas é o que é, infelizmente.
Para o meu futuro eu já aguardava ver os que estão longe cada vez mais raramente e com visitas pouco duradouras. Confesso que esperava mais intensidade, ficou em falta. Já imaginava que inevitavelmente iria acontecer, eu só não sabia e não queria que começasse agora. Não, eu realmente não quero.
As estações passaram e eu gostaria de dizer que nada mudou, não o posso. Em vez de estar indo de volta pra casa, estou a cada dia mais distante da mesma. Com esse intertexto e a nostalgia de sempre, eu termino o meu...

terça-feira, 9 de março de 2010

In my life

Dessa minha coleção de pessoas e sentimentos, eu pretendo guardar todos, no coração ou na memória. Nenhum deles é substituível.
-

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you,
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.

(The Beatles - In my life)

sexta-feira, 5 de março de 2010

saudade

Estou sentindo a falta de todos os que estão longe, a cada dia mais e mais do que nunca. Rever as fotos, cartas e tudo o que me faz recordar é um mix de sentimentos intensificados, felicidade, saudade, tristeza, saudade, amor, saudade. Basicamente, tudo é só saudade.

Tenho medo de poucas coisas, mas, confesso que o futuro, essa interrogação sem resposta, me assusta. Assusta-me porque eu sinceramente não sei, e não saber, me é quase insuportável. Eu não tenho idéia de onde eu vou estar ou o que eu estarei fazendo, e principalmente, quem eu ainda terei. Eu queria ter todos pra sempre, porém, alguns ou a maioria só vão ficar nas fotos, no pensamento e nas lembranças de um verão qualquer.

Bem que eu queria deixar toda a nostalgia e o saudosismo de lado, só que eu sou assim, um ser nostálgico, saudoso. No entanto, a racionalidade é o que me mantém erguido.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

messing up with things,
screwing up.
Call it whatever you like,
i call it life.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

It's time to... change

Yeah, it's time to say goodbye
Time to say goodbye to many things
Things that use to matter,
But doesn’t matter anymore.
Like people who I called a friend some when,
And I can’t call this way anymore.
I’ll keep in my life what worth the price,
And that is all.
The rest, I’ll keep too, but just in memories.
By the way, thanks for the memories.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Estou no século XXI, e o que antes me preocuparia já não me preocupa mais. Antigamente eu me preocuparia com o amor ou a falta dele, não mais, pois foi banalizado. Não só o amor, também a morte, o sofrimento, a fome e tantos outros, todos esses nós preferimos esquecer.

Mas, por mais que eu tente esquecer, algumas coisas ainda me assustam. Assusta-me os seres, que teoricamente deveriam ser racionais, darem mais importância a uma crise financeira do que a uma tragédia que matou milhares, nenhuma nação doou bilhões de dólares ao Haiti como fizeram pelos bancos que estavam à beira da falência, nem a imprensa deu tanta atenção para as tragédias.

Preocupam-me como alguns transformam vidas de pessoas em peças de um jogo de xadrez, peças essas que serão manipuladas, e quando abatidas vão para o esquecimento. Fico estupefato com a frieza que é o nosso individualismo, a forma como viramos as costas para os nossos descendentes inocentes que enfrentarão um mundo quente e a beira do fim.

Dá-me medo a forma como estamos paralisados em frente de tanta coisa vergonhosa, como robôs sem bateria, somos humanos preguiçosos. Eu e outros bilhões de pessoas tentamos esquecer os problemas que assolam o mundo, quando na verdade deveríamos lutar para resolvê-los, isso me assusta. E como mostraria Durkheim, o fato social patológico se tornou um fato social normal.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quando se ama alguém, o simples pensamento de perder essa pessoa nos deixa desolado, é como um buraco no peito. O inverso também ocorre, quando se está mal, a simples lembrança daqueles que amamos já nos faz melhor.
Mas, banalizamos o amor, e assim nós vamos, caminhando pela desumanização da humanidade.