quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
2010? é indefinido
A sensação é a mesma de um ano atrás, novamente é como se eu tivesse acabado de chegar, só que dessa vez tenho experiência e segurança para estar aqui, não é mais um tiro pro alto, é certeiro. Só espero não perder tudo o que novamente estou deixando para trás, pode ser egoísmo, mas os quero sempre lá, aguardando por minha breve volta. Serei sempre um saudosista, sentir a falta é inevitável, só devo ser mais forte para aguentar visitas mais rareadas e para suportar momentos de solidão.
Desse ano eu não espero nada, na verdade não espero nada de nada, superestimar o futuro é uma grande besteira, pois muitas vezes ele nos frustra.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Outro ângulo

Quando estou lá meu desejo é, sobretudo estar aqui. Não é que eu não esteja gostando de lá. Mas a saudade que sinto das pessoas daqui me chateia sempre e em qualquer parte. Afinal não existem lugares, existem pessoas.
Estar aqui na companhia de meus amigos e familiares é algo inexplicável de tão feliz que é, mas quando me distraio me pego a lembrar de que logo e tão rápido isso acabará e não mais poderei desfrutar de tal companhia. Não me concentro no que é triste por muito tempo, aproveito o quanto posso o presente o momento, o que é real e ainda não apenas uma lembrança.
O pior é quando me parece estranho o que me parecia familiar, acontece quando eles riem de uma piada e eu não, ou quando citam algo e eu não entendo isso faz com que eu sinta como se agora fosse “eles” e não mais “nós”. Tal angústia é algo passageiro, lembro que temos mais coisas em comum do que incomuns, e sei que sou parte desse grupo, só não em tudo e em todo tempo, porém tenho maturidade para entender e aceitar. Mesmo longe ainda os sinto bem ao meu lado.
Quando eu estiver lá de novo, desde o primeiro dia eu ansiarei voltar para cá. Os meses até que passam depressa, felizmente. Já os dias nem tanto. O fato é que eu volto, assim que eu puder.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Foi o certo
Pra quem chegou a acreditar que tinha tomado uma importante decisão e que foi errado ao fazê-lo, que achou que não deveria ter mudado uma vírgula, digamos que eu estou muito bem agora, percebi que fiz o certo. Eu fiz o que me faltava, me arrisquei, deixei para trás todo o comodismo que me cercava. Dei um tiro no escuro, minha sorte é que acertei bem no alvo. Nunca foi fácil, pensei em desistir inúmeras vezes, mas foi pelos que me superestimaram e pelos que me subestimaram que eu consegui, tive apoio suficiente para acreditar em mim mesmo, e agora estou aqui conquistando o que queria, realizando sonhos, estou onde eu quero estar.
A vírgula que eu mudei lá atrás deixou meu texto mais atraente, e por enquanto acho que não existem mais vírgulas para serem mudadas, está perfeito assim.
Quanto a minha casa, eu volto quando eu puder, ela não vai sair do lugar.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
agora satisfeito
No começo eu não poderia estar mais animado, tudo era tão novo, e essas novidades consumiam o meu tempo, eu não tinha tempo para pensar nas partes ruins.
Em fevereiro ocorreu à primeira ‘volta para casa’, tudo estava perfeitamente bem até ir para lá, voltar nunca foi tão difícil. Lá fui decepcionado e decepcionei, e só o que sobrou foi a sensação de solidão, por um tempo eu nada tinha que me animasse, a não ser um pouco de diversão que foi insuficiente para aliviar a tensão e tão pouco ardente que não tardava a extinguir-se logo que derramava as primeiras lágrimas. Porém, como eu disse isso passou.
As coisas começaram a se acertar, e pouco a pouco me fixei aqui, criei laços que se fortalecem todos os dias. Hoje eu não poderia estar mais satisfeito com as minhas escolhas, a saudade nunca passa, mas posso conviver com ela, e nada melhor do que ter duas casas, onde nas duas sei que tenho pessoas que sempre poderei contar.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Diga
Say what you need to say
Walkin' like a one man army,
If you could only...Say what you need to say
Have no fear for givin' in.
Even if your hands are shaking,
Say what you need to say
domingo, 15 de novembro de 2009
.
De lá pra cá tanta coisa mudou, ao mesmo tempo tanto permanece o mesmo e inabalável. O amor acaba. As lembranças estão guardadas a sete chaves. O que era especial continua a ser. As lágrimas derramadas evaporaram, mas continuam soltas por aí, e apesar de tudo, os arrependimentos são poucos. Desculpas foram pedidas e outras ficaram só na consciência, já não importa, agora são desnecessárias. É inesquecível. São coisas que somente duas pessoas entenderão, ninguém mais.
É melhor parar quando o que costumava ser lindo aos poucos vai perdendo a beleza, assim as lembranças boas serão as que permanecerão.