segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O que é melhor? Um mundo no eixo com a mesma rotina, as mesmas pessoas, os mesmos lugares, as mesmas sensações, as mesmas dúvidas e basicamente nada de novo, triste e chato ou um mundo de cabeça para baixo, onde tudo é novo, um desafio a cada esquina, uma bagunça que aos poucos deve ser organizada, porém, feliz?
Acho que a minha resposta pessoal para a pergunta está clara, a partir do ponto em que eu fui totalmente parcial ao comparar as duas opções de escolha. Difícil é ter forças para escolher a melhor opção.
O pior é saber que assim que eu arrumar a bagunça eu vou querer o meu mundo de cabeça para baixo again and again.

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And my mind says: I am sorry, but, that is life.!
Yeah, I know.

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And nobody seems to like him
They can tell what he wants to do
And he never shows his feelings
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around

Round and round and round
He never listens to them
He knows that they're the fools
The don't like him
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around.

(The Beatles - The Fool On the Hill)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Concrete Jungle

FOTOGRAFIAS TIRADAS POR MIM

Tudo muito intenso e dinâmico: cor, luz, pessoas. Nova York é tão bom quanto eu esperava, mas não passa nem perto de ser como eu imaginava.
Eu imaginava o paraíso na terra, um clima bom, pessoas agradáveis, cenas de cinema, música no ar, ar... tudo azul, tudo ideal.
Bom, o calor é de matar, os nova iorquinos são educados, porém aparentam solidão e um individualismo extremo, falam o necessário e nem uma sílaba a mais. Eu não esbarrei com nenhum artista famoso na rua, o Central Perk não existe e menos ainda os adoráveis Chandler e Mônica ou Ross e Rachel. O som que predomina no ar são as buzinas dos carros e do trânsito em geral. Ar esse que é impedido de circular devido aos exagerados - e belos - arranhas-céu, chega a ser claustrofóbico. O céu não é sempre azul, mas dele eu não posso reclamar.
Calma, isso não passa nem perto de ser "tudo".
Nada se compara a: andar na Broklyn Bridge e ver que ela está em perfeitas condições e não destruída como eu assisti nos filmes de ficção, e em seguida descer para o Píer 17 e observá-la junto ao sol poente, ela é linda. Fazer o desjejum de todas as manhãs com um café da Starbucks. Ir a pé do hotel até a Times Square, ficar perdido na imensidão de tantos holofotes, aparecer em um dos telões gigantescos ali presentes e ver que ela é tão impressionante quanto ao quadro pendurado na parede do meu quarto, na verdade é mais, bem mais! Ir de barco até a Estátua da Liberdade em um dia em que o céu que estava nublado se abre no momento em que você chega lá, e ainda ver que o presente da França nem é tão grande, o Cristo é maior. Ver de perto o patriotismo dos americanos, e até, invejá-los por tal qualidade. Olhar as horas no relógio da Grand Central Station. Encostar nos glúteos da Beyoncé ou tirar uma foto ao lado de Einstein, Woddy Allen, Senna, Hendrix, Joplin, Lennon e companhia limitada, mesmo que sejam só estátuas de cera no Madame Tussauds. Subir 67 andares no Rockfeller Center e ficar cara a cara, de igual para igual com o prédio no qual o King Kong foi até as antenas (eu pude vê-lo ali naquele exato momento). Ver de perto a evolução das espécies e do mundo de modo geral no Museu de História Natural, e ainda na saída encontrar um esquilo muito amigável - eles não costumam ser - que faltava falar. Entrar na enorme obra de arte que é a Biblioteca Pública de Nova York, se perder nas suas escadarias e - tentar - imaginar o explendor cultural que existe ali. Xeretar em uma daquelas catedrais góticas, sendo religioso ou não, sua beleza arquitetônica é inegável. As compras nos Outlets ou na 5th Avenida despensam comentários.
No entanto, nada, absolutamente nada que eu já vi se iguala ao Central Park. Não tenho palavras pra descrever como é simplesmente estar ali, alimentar os patos, ficar cansado de andar 1/20 dele, passear entre árvores, monumentos e estátuas ou andar no Strawberry Swing, um jardim em homenagem a John Lennon que até hoje continua lotado, e flores e fotos são jogadas por cima de "IMAGINE" como se fossem jogadas sobre um túmulo, é emocionante. São paisagens no estilo "Plano de Fundo do Windows".
Palavras nunca serão suficientes para descrever o que vi e o que senti nos últimos 10 dias. A cidade que nunca dorme não é ideal como eu imaginava, mas ela é real, e tudo o que passei lá foi realidade pura.


terça-feira, 29 de junho de 2010

All Fall Down

Eu já imaginava e já sentia que as coisas haviam mudado, mas só agora estando aqui, eu percebo a intensidade - enorme - dessas mudanças. Aqui, chegaram em um estágio onde amizade é quase que só fachada, ela permanece real entre poucos, e não passa perto de ser como era antes. Porém, vai saber, pode ser que só eu enchergava o que a gente tinha dessa forma, de fato, era tudo muito ideal, um típico "bom demais pra ser verdade".
Não sou nenhum esotérico, no entanto, sinto que a energia aqui não está nada boa. Tudo está cheio de decepção, frustração e um presente que eu não esperava quando no meu passado, no meu pretérito perfeito. Aqui, encontrei na amizade - talvez - o sentimento mais ilusório, e facilmente destrutível que a vida pode nos apresentar.

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Step out the door and it feels like rain
That's the sound, that's the sound, on your window pane
Take to the streets but you can't ignore
That's the sound, that's the sound, you're waiting for

If ever your world starts crashing down
Whenever your world starts crashing down
Whenever your world starts crashing down

Everyone's the same
My fingers to I toes
We just can't get a ride
But we're on the road

Yeah, lost 'till you found
Swim 'till you drown
Know that we all fall down
Love 'till you hate
Jump 'till you break
Know that we all fall down

(One Republic - All Fall Down)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ah, e esse tempo?

Apesar de eu não saber exatamente o que sinto sobre isso, chega a ser cômico como tudo parece que foi ontem. Bom, não foi. Eu vejo fotos, cartas e declarações, e eu me lembro perfeitamente de como tudo ali aconteceu, e de repente eu paro e penso: Meu Deus, já faz um ano, dois ou mais...
É, o tempo passa. Na verdade, ele voa! E por mais que eu esteja sempre ansioso pelo que vem pela frente, muitas vezes eu queria só abrir a janela e disparar pro céu, pra lua ou pro sol: Para!
Bem, ele não para.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Momentos

"Há momentos assim na vida: descobre-se inesperadamente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, transparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direcção, rodeia-nos por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes."
José Saramago


É, a perfeição existe, e eu já vi com os meus próprios olhos. Ela vem e vai, é rara como o amor, e é feita de amor. Está contida nos momentos, bem naqueles que você menos espera que seriam os perfeitos, e ela acaba fazendo deles os que você se lembrará pelo resto da vida. E é só lembrar dessas passagens que a gente já sente o gostinho de perfeição, ele dura pouco, é o ápice. A perfeição é rara, mas ela manda um abraço de vez em quando, não precisamos procurar por ela, em algum momento, é ela quem nos acha. Let it be.


Saramago foi um gênio, sua filosofia é uma contribuição para o mundo e de valor inestimável. Luto para alguns, comemoração para outros, de um modo ou de outro, é a sua vida que será eternizada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amigo estou aqui


Acabei de ler a reportagem sobre o lançamento de Toy Story 3, na Revista Época desta semana. A reportagem traz uma cronologia, desde o primeiro filme. Nesse o Andy já tem 17 anos, está indo para a faculdade e tem que se desfazer das suas coisas, brinquedos... Foi impactante, me deu aquela sensação nostálgica que todos sentimos ao lembrar da infância.
E eu me lembro, perfeitamente. Por um bom tempo eu assistia Toy Story todas as manhãs, em alguns dias eu até pedia bis. Minha mãe me dava meu leite, eu não me recordo se eu ainda tomava na mamadeira, acho que não, mas de qualquer forma tinha leite, sempre. Ela colocava a fita no Vídeo K7 e rebobinava-a, eu deitava naquele sofá pra duas pessoas, ainda cabia de corpo inteiro nele - hoje eu não caibo nem no de três lugares - de vez em quando eu pedia que fechassem a cortina, variava, dependia do meu humor - eu já tinha humor, ponto de vista e todas as chatisses de um ser humano -. Ás vezes eu obrigava minha mãe a assistir comigo, coitada. Eu também me lembro que sempre tive ódio do Buzz Lightyear, eu odiava o fato de ele chegar depois e querer roubar o lugar do Woody, o lugar do primeiro nunca pode ser tomado, penso assim até hoje e o Buzz nunca será o meu herói.
Voltando a nostalgia. A infância tem essa mágica, tudo era tão fácil, lindo, azul. Eu chorava por motivos supérfluos, hoje eu tenho que segurar o choro, pelo motivo que seja. Minha mãe é a melhor parte que vem a minha cabeça quando eu me lembro da infância, ela sempre ali ao meu lado fazendo todas as minhas vontades, me mimando. Como era bom! Não que ela não faça isso até hoje, mas com o passar do tempo ela tinha cada vez menos tempo e agora nem um dos dois tem tempo para se aproveitar como antigamente. Isso faz parte da vida, mas muitas vezes o que eu mais quero é caber de novo e de corpo inteiro naquele sofá de dois lugares. Surpresa, surpresa, o tempo não pára e nem pode ser rebobinado.
A gente cresce, eu não sou o Peter Pan, apesar de muitas vezes continuar sendo uma criança. O fato é: eu não sou mais o bebê da mamãe, apesar de que nós (eu e ela) querermos que eu continuasse sendo. A infância acabou, porém, foi memorável, e eu trago de lá muita coisa, afinal, é o passado que explica o presente. Mas, ficou no passado, agora eu tenho que me referir a essa fase com palavras do tipo "antigamente", é triste. De qualquer forma é inesquecível.

"A idade adulta de Andy e a autoconsciência dos brinquedos correspondem a um estágio inédito na evolução da animação digital - a maturidade. Num típico enredo da Pixar, empolgante e genial, está contido um recado triste para os nostálgicos: chegou a hora de doar os brinquedos antigos - e inventar novos." Mas, já?

ps: Mãe, não chora! Meu amor por você - que só cresce - foi uma das coisas que eu trouxe da infância, sem dúvida alguma.

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Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)

O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui

(Disney)

sábado, 12 de junho de 2010

(500) Days of... her;

She shold up in the moment I needed the most. I was here all alone, and as a gift or more like an angel she came into my world.

Foram 500 dias, convivendo com a mais intorpecente das drogas, e eu sabia que uma hora ou outra eu cairia nesse vício, um do qual eu não tenho mais como sair, nem quero. Ela é a minha 'rockstar', e quase tudo do que eu tenho.

Dias bons e ruins. Eu escolheria a melhor palavra para resumi-los, pena que essa palavra ninguém inventou. Pena? Eu não faria nada para torná-los resumíveis.

Aqui vou eu, apaixonado em você, linda.