segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Voltar para casa, e rever todas essas pessoas e todos esses lugares é como reviver tudo o que eu passei aqui de novo, é impossível não sentir de novo. Bem, nem sempre as coisas estão como antes, na verdade, elas quase nunca estão. Porém, vê-los sentados no meu sofá é como um dejá vu, eu já vi e já vivi isso antes.
Reviver é trazer o pretérito para o presente com algumas alterações, boas e ruins. O difícil é quando aquela questão desprezível vem a minha mente: "E se ...?". Algo que acontece constantemente quando estou aqui. E se eu tivesse ficado? Quantas pessoas eu teria ou não conhecido? Quão grande seria o impacto no meu futuro? Eu estaria mais feliz?
Por sorte a sensatez volta para a minha mente e me faz perceber que é melhor arrepender-me do que fiz e dos riscos que corri do que depois chorar as mágoas por coisas passadas, que eu deixei de fazer pois estava com medo de arriscar. Ora, um homem não é nada sem a sua habilidade de confrontar o medo.
Eu amo esse lugar, no entanto, eu me lembro perfeitamente da sensação de aprisionamento que eu sentia aqui, como se tivesse algo que me limitasse. O fato é que eu até poderia estar melhor aqui, e isso eu nunca saberei. O que me conforta é saber que eu posso voltar quando eu quiser, e sempre haverá alguém esperando por mim.

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I miss that town
I miss their faces
You can't erase
You can't replace it
I miss that town
I can't believe it
So hard to stay
Too hard to leave it
(Nickelback - "Photograph")

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu penso para escrever, e nem sempre sinto. Por esse motivo sou muitas vezes mal interpretado. Portanto, quando eu escrevo, eu imagino, eu sonho e eu idealizo, não necessariamente sinto. O que não significa que eu não sinta, eu só não sinto sempre. Não me entenda mal - se é que alguém entende.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mais um ano chegando ao fim, e tudo o que eu posso dizer é que ele passou voando. Vai ver nós não deveríamos superestimar tanto os anos, eles não são assim tão grandes. A não ser quando estamos em agosto, esse mês parece um ano inteiro, porém até ele passa. Tudo passa. Até o amor passa.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

então me diz, o que é que eu tenho?

Não sei o que eu tenho, nem sei se tenho. O fato é: ela gosta de mim. Não há nada em mim - que eu possa enxergar com meus próprios olhos - tão especial a ponto de fazer um ser humano, que não é minha mãe, gostar de mim. Bom, mesmo eu sendo assim tão (...) banal, ela ainda gosta de mim. Eu posso até ficar um tanto quanto arredio em relação a esse sentimento, mas isso é puro e simplesmente porque não o entendo em diversas vezes. No entanto, espero que não duvide nunca da reciprocidade desse sentimento, haja o que houver.
Cazuza diria 'beija-flor', pois bem, eu digo é: meu amor.

Com um amor como esse eu sei que...; acredite, eu sei.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


Daqui a 11 dias e algumas horas farei 17. Meu aniversário nunca foi algo extremamente importante na minha vida, porém sempre o comemorei, e confesso que gosto de ser lembrado e de ser o centro das atenções por algumas horas. Apesar de que eu nunca entendi o motivo de se dizer "Parabéns!" . Será que a vida é assim tão difícil de ser vivida que a cada ano que se passa merecemos congratulações? Não é como se merecessemos medalhas. Parabéns porque? Eu nunca mais terei 16 anos e isso é bem desagradável.
No próximo dia 25, cada felicitação será uma lembrança de que minha adolescência está acabando. O pior de tudo é que meus planos estavam traçados até aqui, mas e agora? Eu não sei o que vou fazer ou onde devo estar. No entanto, eu agradecerei a todos que me parabenizarem e ficarei lisonjeado pelos que lembrarem de mim.
Vou comemorar como nos outros 16, com amigos e família, pessoas que se importam, e será um momento feliz. Apagarei as velinhas, mas não soltarei foguetes.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu sou do tipo que tem palavras e resposta pra tudo, bom, eu costumo ter, mas isso acaba no momento em que você se abre pra mim. Nesse momento, eu fico sem palavras, é, no sentido literal da palavra, meu coração aperta e os meus olhos ficam cheios d'água, porém lágrimas não caem, você sabe que eu não sou do tipo que chora. No entanto, nunca antes um amor que é meu me emocionou, quer dizer, um amor que não é ideal como eu já vi nas telas de cinema, mas um real, acho que isso que é amor, né? Sabe, eu sou cético. Mas, você é a única no mundo que consegue abalar meu ceticismo. Vai ver é por isso que eu amo você, tanto, porque você desperta em mim um "eu" que eu não conheço. Um eu até meio poético, mas isso é só de vez em quando, normalmente, eu estou mais pra Seth Cohen do que pra Shakespeare.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

lixão a céu aberto

Comunista ou capitalista? Direita, centro ou esquerda? Crente ou ateu? Materialista? Positivo ou negativo? ...
Eu não tenho que responder a essas perguntas, eu não tenho que ser uma dessas coisas e eu não tenho nem que ter uma opinião sobre isso. E isso não é apatia, alienação, ignorância ou o caramba. Isso é não gostar das opções que me deram, eu crio as minhas, não se preocupem. Quem foi que disse que eu tenho que ser isso ou aquilo? Ou? Eu posso ser tudo, ou nada, minha vida não é um gabarito de prova onde eu devo assinalar A, B, C ou D. Surpise, surprise: nada é preto no branco.
Mas, e a sociedade? A sociedade é um lixo. E por favor, não me chame de anarquista. Aliás, não me chame de nada.