quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Eu acho que chegou a hora de aceitar que as coisas acabam e novas começam. Agora mesmo, eu estou em casa chateado porque o seriado que eu estou assistindo vai acabar. Mas, a coisa é bem mais profunda, o que eu tenho assistido na TV é meio compatível com a vida real, último ano de high school, escolhendo faculdades, separações, vida adulta, medo. Quero dizer, isso tudo tocou na minha ferida, com uma diferença, minha vida não é tão ideal quanto a de um programa de televisão, o que é uma pena. Que babaquice, ter inveja de algo que nem existe. Ás vezes esse é o meu problema, eu idealizo demais, sonho demais e devaneio demais. Eu sou um expert em me envolver demais com o que eu leio nos livros ou assisto na televisão, eu confesso que me perco na ilusão. Viver minha própria vida, seria uma boa ideia, porém, talvez não tão interessante.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pessoas



Eu tenho essa imensa necessidade de indivíduos ao meu redor, pode até parecer que não, apesar de toda minha racionalidade, eu preciso deles e eu amo tê-los. Sim, eu amo. As pessoas são o motivo de toda minha nostalgia, minha saudade, as interações humanas fazem de mim o que eu sou. Eu não amo lugares, eu amo as pessoas que estão naqueles lugares. O problema, e o meu medo, é acumular pessoas demais, e chegar a um ponto em que corre-se o risco de se encontrar entre uma multidão delas e se sentir tão sozinho como se estivesse em uma sala vazia, sentir-se vazio. Eu já me senti lá, não sei se eu estive, mas senti como se estivesse. É como nao fazer parte de nada, nem ter construído nada, como se todo o seu tempo tivesse sido em vão. Por isso hoje eu me apego a aqueles que eu sei que tenho, e eu sei o quanto os seres humanos são complexos, difícil consegui-los e tão fácil perdê-los.
Eu deixei minha cidade natal fechado a sete chaves, eu não queria ninguém novo, eu estava feliz com o que eu tinha e confiava na eternidade. Como eu fui bobo. Em certo momento eu me abri para um mundo inteiro de novas possibilidades, passei a criar ligações por onde eu andei. E eu só ganhei, essa me abertura me proporcionou conhecer tanto, crescer com os outros. Hoje eu tenho alguns amigos, poucos ali, uns de cá e outros aculá, mas os tenho, não são colegas ou conhecidos, são amigos. E quando eu digo amigos, eu digo pessoas que me conhecem e que merecem confiança. Me comunico com cada um de formas variadas, alguns não precisão de palavras pra entender o que eu estou pensando, só um olhar, um sorriso. Eu aprendi que as pessoas não são substituíveis, principalmente aquelas que significam algo. E eu aprendi que a amizade não é medida na quantidade de vezes com que os amigos se falam, mas na capacidade que ela tem de ser imutável, mesmo após meses ou anos. 
Hoje, eu me chamaria um colecionador de pessoas, não em um sentido ruim como se fossem bonecos, não me interpretem mal. Eu coleciono as vidas que eu toquei, os destinos que eu influenciei.
Confesso que estou com medo. Além de ter que abandonar minha irresponsabilidade, inconsequência e tudo que adolescência me proporciona logo logo, um novo ciclo irá começar, mais uma vez, provavelmente, eu abandonarei um lugar, lotado de momentos e pessoas. Nova vida, tudo novo. E eu não quero perdê-los. Eu sinto muito pelas pequenas coisas, como comentários sobre o que passamos juntos, estudar para provas, ensino médio, conflitos... Afinal, mais do que nunca, todos de fato seguirão seus caminhos, e poucos são convergentes.
Ainda há mais um ano, e eu sei que preocupação é o mais inútil dos passatempos, porém, ainda assim, eu me preocupo.

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There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.
(The Beatles - In my life)

Dois lugares, dois grupos, uma vida nas lentes da minha câmera:
http://www.youtube.com/watch?v=tNNOG2WshQ8 e http://www.youtube.com/watch?v=OZvxAWG_4-I


sábado, 20 de novembro de 2010

Um fim

Antes de começar, quero dizer que o que me inspirou a escrever as próximas linhas foi o lançamento do penúltimo Harry Potter, porém não é bem sobre isso que eu quero desabafar.
Esses livros e filmes marcaram a minha geração, a geração dos anos 90 - que ainda brincava de 'Bet' na rua e subia em árvores - eles começaram na minha infância e estão terminando agora junto ao fim da minha adolescência. Essa saga consegue compreender a minha geração, promove uma identificação pessoal com os sentimentos que ela abrange. Essa primeira parte do fim é mais pesada, a fase adulta chega como uma bomba sobre os 'heróis' e talvez esse seja o motivo da minha identificação. Ano que vem a última parte será lançada, e com o fim da série chegará também o fim da minha menor idade, e é algo que me assusta, minha geração estará acabando, eu estarei sendo lançado para o mundo e os meus personagens favoritos que resgatam esse tempo também terão acabado, eu quero dizer, é o fim de uma fase, uma que eu ainda não sei como deixar para trás, e eu não sei nem por onde começar a minha "vida". Estou angustiado.

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Well, I've been thinkin’ ’bout the future,
I'm too young to pretend
It’s such a waste,
to always look behind you
You should be lookin’ straight ahead

...

Every once in a while,
you think about if you're gonna,
get yourself together
You should be happy just to be alive
And just because,
you just don’t feel like, coming home,
don’t mean that you'll never arrive

(Jet - "Move on")

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu quero algo novo, diferente de tudo que eu já pensei, alguém que minha imaginação não possa ter previsto, que me deixe hipnotizado. É um paradoxo, mas minha razão não funciona direito sem amor.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nostálgico pelo o que ainda não é

O pior é pensar que no futuro tudo o que eu estou vivendo não passará de uma lembrança, e talvez, eu vá demorar um minuto pra lembrar o nome daquelas pessoas, os meus melhores amigos. Eu não sei onde eu vou estar, o que eu vou estar fazendo, com quantas pessoas eu ainda estarei falando. Pensar é o meu alimento, o problema é quando pensar interfere no meu sentir, abre um buraco. O pior é pensar... no que ainda virá a ser. Carpe diem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lembranças

Eu sinto a falta que você me faz de um jeito que eu não sei explicar, não que eu queira restaurar o passado, as coisas estão bem como elas estão, no mínimo elas parecem estar. Bom, como eu disse, eu não sei explicar.
Eu sei que eu sinto falta de um jeito bom, eu me lembro dos ótimos momentos, todos foram, cada um teve sua particularidade. O amor, a amizade (...) fico feliz em saber que na minha memória eles nunca serão apagados, e eles não acabaram, não sei se serão eternos, porém, não apenas efêmeros, porque eu sei que não vou esquecer do sabor daquele abraço apertado.

O problema é que cada um de nós fala 20 horas por dia e o dia só tem 24. (risos)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Devaneios

Me encontro olhando pro céu, e pensando que hoje o dia está bom para transformar sentimentos em palavras, o que não é nada fácil quando tratam-se do que eu não entendo. Eles estão dentro de mim, são parte de mim e, ainda assim, eu não posso interpretá-los. Sei que eles não representam tristeza ou felicidade, eles não se tratam disso, estão mais para apatia.
Só o que me resta é questionar. Há uns dois dias atrás, me peguei a questionar junto a alguém o "e se...?", o quão nossas decisões definem nossos caminhos. Nossas vidas são feitas de escolhas, a todo o tempo, precisamos escolher, o que dizer ou calar-se, fazer ou não.
Vou vivendo, relativamente bem, com algumas doses de felicidade, estou confortável - o que não é necessariamente uma coisa boa. Sinto que o tempo está acabando o tempo todo.